O River Gurara era navio cargueiro nigeriano, com 175 metros que afundou na madrugada de 26 de fevereiro de 1989, junto ao Cabo Espichel, devido a uma avaria na casa das máquinas agravada por uma forte tempestade, e é hoje um dos locais mais procurados para mergulhar em Sesimbra e até diria nas águas portuguesas.
O navio partiu-se durante o naufrágio e os destroços separaram-se em 3 áreas principais, a proa a 32 metros de profundidade, a popa a 25 metros e as chapas a 20 metros, constituindo 3 diferentes locais de mergulho.
Por estar junto ao Cabo Espichel é um local mais exposto a ventos, ondulação e correntes, e considerando as suas profundidades, apropriado para níveis de experiência avançado. Dependendo das condições pode ser um mergulho espetacular ou de dificuldade média ou até difícil.
A proa está adornada no fundo e durante anos permaneceu quase intacta. Agora, está mais destroçada, mas ainda assim, espetacular, destacando-se o enorme bolbo de proa, a hélice de proa, e grandes estruturas. Safios, lagostas, lavagantes e cardume de grandes saimas, patrulham os destroços.
A popa está virada para baixo, sendo visíveis a enorme hélice e o leme. Pode também ver-se muito perto uma secção da casa das máquinas. Avista-se frequentemente cardumes compactos de sargos e badejos, lagostas, safios, moreias e um ou dois meros.
As chapas são constituídas por destroços do casco e mastros, mais encostadas a terra, junto ao local onde o navio bateu. É um mergulho menos profundo, geralmente mais abrigado e com vida marinha variada.